"E esse violão deafinado,
Meu humor desafiado
Pela paciência,
De conseguir concertar
As notas que não soam iguais,
as minhas mão que se sentem incapaz,
De tocar.
As notas avaliam a falta
O afinador avalia a volta
De nunca conseguir voltar
Pra sonoridade devida,
Dessa vida de idas e vindas,
Sem trilha sonora nenhuma a soar"
"Alguém leva o lixo pra fora.
Se fosse fácil mandar embora
Tudo o que não presta em mim
Tudo o que não me deixa em paz.
Leva o lixo pra fora
Antes que eu mesma mande embora
Tudo que me faz pensar assim.
Não dá pra reciclar
Não dá pra imaginar,
Qual é o fim,
Se eles levam pra algum lugar
Se eles tentam concertar
O que a realidade dos outros insiste em me mostrar
Que o que eu quero não presta
leva o lixo pra fora
Antes que eu invente em reutilizar."
"Pode fingir que não vê,
Mas ainda está ali,
Pode fingir que não teme,
Um dia ainda vão lhe fazer sentir
Pode fingir que não cre,
Todos ainda teimam em lhe fazer sorrir,
Pode fingir que não vê,
Pode fingir que não,
Por mais frio que seja,
Todos sabem que tem um coração,
Pior assim pra ti, parece que mente,
Não diga que não sabe,
Que não sente,
Passas por idiota assim,
A solidão a ninguém cabe
A única coisa que todos sabem,
É que vais sofrer..."
"Ela tinha planos pela manhã,
para a tarde,
ou para a noite,
achava que previa,
achava que sabia,
melhor assim, assim superava,
mas um dia,
o que não imaginava,
era que a tarde sabia,
coisas que a manhã nem suspeitava."
"Falei com eles,
Mas eles não entendem de jeito nenhum,
Enquanto um quer ser racional, o outro
Quer ser agressivo, pra se defender,
Preciso evitar esse desgaste,
Preciso evitar essa decepção,
Eles nunca vão entender,
Os homens são fracos,
Não adianta falar,
Eles mesmo não sabem o que sentem,
Parece que andam na contramão,
Sem olhar pros lados,
Sem ter direção ,
Não cabe a mim explicar,
O que eles fingem entender,
Pra não precisar pensar."
"Tinha sol até pouco tempo,
O céu estava azul,
Mas as nuvens já encobriram tudo,
Maldito seja o vento,
Sopra pra cá as nuvens
Dessaruma meu cabelo,
Leva de mim essa agonia,
Leva de mim esse tormento,
ó vento...ó vento..."
"Não brinca com minha agonia,
Acredita nessa calmaria,
que ela vai passar,
Não faz de conta que não dói,
o tempo a alma corrói,
Se continua a disfraçar,"