domingo, 3 de agosto de 2008

"Eu não sou, eu estou..."

   A vida é feita de relacionamentos. O tempo todo. Seja namorado, ou amigo, mãe, família, o que for. Sempre estamos, (pelo menos eu falo por mim), nos rotulando diante de cada um deles, do tipo; "-Ah, com minha mãe eu sou assim e pronto.", "- Quer ser meu amigo, tem que me aceitar como sou.". Ora bolas que em relação à namoro, também me rotulo. E é sobre isso a ênfase deste texto.
   Costuma-se dizer, (ou pior, ouvir), certas coisas como; "-Não, eu não sou de me apegar.", costuma dizer ao parceiro (a), que não é  romântico, que não sabe amar direito. Há também quem se diga esquecido, daqueles que não lembram datas, ou semelhantes referentes a relação. É possível dizer, ou ouvir, que não gosta de "xurumelas", ou "mi mi mi's" entre o parceiro (a), que não se gosta que ligue o tempo todo, ou que fique dando toques para dar oi. Sendo assim, a pessoa passa-se por fria, e o outro, o que ouve estes ditos, pensa que aquela pessoa ali nunca amou. Não, ela não ama você. Mas o problema é que quando estas palavras são ditas, é que simplesmente  a pessoa nã0 está apaixonada. E nem vai. Sendo assim, prega essa de "eu sou assim", por não estar apaixonada.
   Vamos e viemos, que quando estamos apaixonados , não tem essa de não se apegar, nos apegamos no primeiro toque, na primeira noite. Quando nos apaixonamos, acordamos de manhã calculando que hora mandar aquela mensagem dizendo que quer perto. Quer ligar, quer receber ligações, toques, o que for. Quando se apaixona, se ama de cara. Não se pode dizer que se "é assim", ou "assado". É melhor dizer duma vez que simplesmente não está apaixonado e , se não está agora, nem vai ficar. Sejamos realistas e sinceros por favor. Não se engane, e não engane o outro.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

"Não julgue, ajude."

   Tem várias coisas que me ocorrem, que eu nunca conto pra ninguém. Coisas essas que as pessoas comentam, nas rodas de amigos. Coisas que acontecem na vida. De todo mundo. Mas eu não. Eu não digo. Acho horrível por exemplo, dizer que na última noite, tinham três baratas no meu quarto. Nossa, é difícil até escrever sobre isso. Contar que queimei minha franja acendendo o cigarro no fogão. Contar que peguei um fungo na pele, por causa dos meus gatos. Dizer que não vesti aquela calcinha que fica confortável com o absorvente , porque não a achei. Ou dizer que peguei o ônibus errado. Contar que vou ter que ir pra casa porque menstruei e nem trouxe absorvente, o absorvente, eu nunca falo dele. Acho decadente.
    Mas tudo isso tem um por quê. Que tipo de quarto este garota dorme que é capaz de criar baratas? Que tipo de pessoa é fumante e não tem um isqueiro na casa? Tem mas perde sempre, é isso? Quanta sequela. Que tipo de lugar tu vive, tu toma banho? Como consegues pegar um fungo de um gato? Que tipo de garota tem a organização a qual ela não encontra as próprias calcinhas? Como que pegas o ônibus errado? Parece não saber onde vais, ou melhor, não sabe ler? Que tipo de garota tu és que não sabes ou não sente quando vai menstruar? Quanta desorganização. Quanta falta de noção. Quanta visão negativa a teu respeito, isso sim. A gente sempre subestima a interpretação das pessoas. Quase sempre. Mas as coitadas das pessoas mal pensam sobre o que acabaste de revelar. Mesmo assim, se penso que elas me julgam mal, é porque eu as julgo assim. Isso sim.
     O fato é que não é o que te aconteceu , é que tipo de pessoa tu és, que tipo de vida tu levas, para que te permita estes acontecimentos. Eim? Eu vejo, julgo, nos outros aquilo que sou. Isso sim.  Aponto o defeito no outro, para dizer que eu não sou igual, acho que aquela mulher ali, se veste mal, porque quero dizer que eu me visto bem, se digo que alguém é de um jeito e reprimo, tudo o que quero dizer é que não sou daquele jeito. Mas ora bolas, que já fui. Sim, já fui sim, senão não saberia como é ruim. Por isso que julgo. Agora, se és seguro de si, sabes quem tu és, não precisa provar a ninguém mais do que a tu mesmo. Não julgue mal, mal sabe você o que a vida causou as pessoas, mal sabe você os privilégios que teve para ser quem tu és. Se tu percebeu ou se julga melhor , não se gabe por isso, ajude o outro a ser tão bom quanto você. Não julgue, ajude. 
     Quem sabe o mundo pode ser melhor...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

"Terça Insana o caralho porra"

    Um dia desses uma das minhas amigas, no meio de uma roda de risadas (e estavam rindo de mim), disse; -cara! Tu tem que ir pro Terça Insana.(programa humorístico, digamos assim.). Todo mundo riu. Menos eu. O que ela estava achando tanta graça no meu discurso indignado sobre ser gordinha? Ela acha que eu acho graça em ser assim? De ser ponto de referencia para terceiros? Do tipo; -ali ó, ao lado da gordinha.
   Tudo isso aconteceu porque estávamos com uma visita ilustre em minha casa, a qual era magérrima, e a mesma, falando do inverno, disse ; - Ah, eu sofro no inverno, por ser magrinha passo mais frio. Dai sim, me dou conta de que uma pessoa magra não tem noção da glória divina que recebeu ao nascer. Ela reclamou que passava frio? Mas oras que passas porque queres! Já eu, passo frio, porque se colocar mais que um casaco fico enorme parecendo um ursinho (gordinho, é cláro). Sendo assim, se eu fosse magrinha colocaria um casacão enorme, que ai ai ai pro frio. Gente magra corre na praia, nada balança, tu já vistes uma gorda correr de biquini na praia? Nunca né. E aliás, se vires, avisa ela ali que não dá. Gente magra pode virar cambalhota na areia, de biquini, ou pelada até. Tudo fica no mesmo lugar. Pode vestir a roupa que quiser, se não cai bem em ti amiga magra, pelo menos a roupa entrou em ti né. Pode-se sentar do jeito que quiser, sem se preocupar se está aparecendo o pneu do lado, se a barriga cai pra fora da calça. Para tirar fotos, todos os ângulos. Pra mim? Só se for de cima (quase bem de cima mesmo), e sempre do mesmo lado da cara, porque de frente, não funciona. 
    E com tudo isso, eu, bebendo uma ceva ainda com a consciência pesada de que quanto mais beber, mais risco tem de nascer aqueles gordinhos do lado da cintura.(sim, ceva dá isso sim). A minha amiga continuava achando que ser gorda é engraçado, e ainda, queria filmar. Daí é o fim mesmo, se eu já to dizendo que me acho gorda tu ainda quer filmar pra que eu veja e tenha mais certeza ainda da minha desgraça! 
   Ah não, porf avor.



Essa aí é pra ju , pra ana e pra roberta.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

"Dicas de comofas para pegar uma garota." (só vale pra garotos)

   Eis então os passos simples para se "pegar" a garota que quiser. Comecemos com a vestimeta. Compre uns daqueles tênis enormes, que parecem com pantufas, e não amarre firme os cadarços. Use com uma bermuda que vai até suas canelas, com o fundilho nos joelhos, aquela mesma que deixa a pessoa sem saber onde é sua bunda, onde é sua coxa. Pra desconfigurar bem seu corpo. Esta costuma combinar com aquelas camisetas de jogadores de basquete americano, mas tem de ser enorme, para parecer que pegou do seu pai (que deve ser gordo, no caso). E para ficar melhor , use um boné da marca mais usada pelos seus amigos. Aqueles mesmo que não deixam a garota saber se tem um cabelo style , porque ser style é nada haver, legal mesmo é ser super influenciado pelos rappers americanos, cheios de grana. É super legal ser como eles, pra que ser você né? E se você quiser ter certeza de que vai arrasar, use pendurada no pescoço uma daquelas correntes que se compra na pecuária, tem também nas melhores agropecuárias, e é bem fácil encontrar. Mas se quiser fazer um tipo mais vil, pendure-a na bermuda. É o máximo.
  Tem também outras opções , pode-se usar uma camiseta de marca surf-wear, elas se destacam pelas cores fortes, como verde cláro, o azul, anda na moda mesmo as rosas, mas depende da sua masculinidade não é mesmo? Pode ser de um tamanho menor do que o seu, para que nos seus braços ela fique mais justa, vai parecer que é mais forte. As mulheres amam homens fortes, ainda mais os sem personalidade. Mas lembre-se, tem de ser uma marca famosa, que tenha nome, é melhor usar uma roupa com um nome, do que uma que mostre quem você é, é mais fácil se sentir seguro quando usa-se o que todos usam. Usa com uma bermuda de tactel, também surf-wear, tem umas que tem estampas do lado. Um charme. Nos pés? Um tênis meio estilo fitness. Quer dizer que malha.
   Nunca se preocupe em saber o que você sente , ou, no que ela sente. Pense sempre no que seus amigos vão falar. Veja muita tv. Veja muito futebol. Chegue nas meninas dizendo que elas são gostosas. Não repare nos olhos dela. Repare nos peitos, elas adoram não serem valorizadas pelo que são, e sim só pelo que se vê. Afinal, mulher passa tanto tempo querendo se entender, porque ela ia gostar que você a entendesse não é?
   Seguindo esses passos, você vai arrasar.

sábado, 21 de junho de 2008

"Já foi. Faz tempo."

    

    O namoro acabou, agora tu não tem mais nada haver com aquela família, agora tu não pega mais aquele ônibus, talvez nunca mais entre nele, agora aquele bairro que não foi o qual você nasceu mas já se sentia familiar, não, não é mais seu. A rua em que caminhava até chegar a casa dele. Pode esquecer o nome dela, não vai mais precisar. Aquele lugar na mesa da casa dele que sentava, pode estar vazio, ou, algum outro componente da família se senta ali agora. Ninguém percebe que não estás mais ali. Só você.
    Agora o namoro acabou, vai ir nas festas sozinha. Não vai mais no mercado vizinho a casa dele, já até conhecia o padeiro, o qual sempre via vocês juntos. Nas manhãs comprando o pão. Nas tardes de larica. Nunca mais verá o padeiro, e o mesmo nem saberá o porque você sumiu, talvez ele nem note que você sumiu. Nem nos aniversários de família. Ele não vai estar, nem  você nos dele. E suas tias vão lhe perguntar onde ele está, e você ficará com medo de ser como elas, solteira pra sempre, porque acha que nunca mais vai amar. Não é certo que o telefone vai tocar. Ele não vai te buscar. Nem quando chover. Ninguém vai. Vai ir pra casa de ônibus. Pode até chegar e perguntar se "alguém" ligou. Sempre ligam. Mas nunca mais foi ele. 
    Aquela rotina de horários. Aquela casa, seu segunda casa. Sua segunda família. O seu segundo quarto, ou seu único, ele dormia no seu e você no dele. Todas as fotos pelas paredes, do seu, do dele também. Vai ter que tirar. Não faz mais sentido. Vão ficar vazias as paredes. Mas você já se sente assim mesmo. Todos vão lhe dizer que a vida segue. Mas só você vai saber que perdeu a vida que tinha, vai ter que se adaptar a outra. Ou as pessoas vão achar que você está sempre deprê, nem vão querê-la mais  por perto. Vai ter que logo dar um jeito de ver a vida que tem, e não a que lhe tiraram. A vida mesmo lhe tirou. Agora te dá outra sem perguntar se querer ou não. Se eras apegada ou não. A vida é assim. A vida é sim, injusta. Ela sabe o que faz, mas nunca nos explica. Ninguém nos explica.

sábado, 14 de junho de 2008

" VEJA BEM , MEU BEM..."

             Agradeço as longas viagens de ônibus dentro de floripa, que me fazem refletir coisas supostamente inúteis...    


    "Veja Bem. Porque as pessoas dizem "veja bem" ao anteceder algo a dizer? Mais ainda costuma-se ouvir isso antes de alguma explicação, argumentação, lamentação que seja. Porque "veja bem"? O que será dito , que queres que a pessoa ouvinte veja a situação  de uma maneira de "bem". O que será dito que precisa tanto da compreensão da outra pessoa, do tipo, veja bem, veja bem querido o que me ocorreu. Ou ainda pode vir a ser o fato de que quer que o outro veja bem, para que antes de logo despejar a opinião ou a crítica , observe bem os lados todos, "veja bem", que a história tem vários ângulos. "Veja bem, eu estava lá e de repente", "Veja bem eu gostaria de dizer...". Antes de dizer estas duas palavras juntas, pergunte-se se há algo no que  dizes que  pode ser visto de uma maneira ruim, afinal, se enxergas de uma maneira ruim, foi porque fez pensando assim, ou, se culpa pelo feito, ou pelo que será dito. Veja bem, antes de dizer isso, pensa bem. "  

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Maldita Tpm. (O texto é longo, mas vale a pena."

    Bom, eu vou escrever um texto no meu blog, não sei se alguém lê também, porque é um blog sem atrativos ou mensagens subliminares, fotos ou qualquer coisa marketeira, só diz o que tem de ser dito e pronto.Só a  leitura não atrai muito as pessoas.Mas isso também é culpa da tpm.Ela que me faz ver assim.A tpm me faz ver as coisas como são.Ou o inverso delas.


    Hoje, sexta-feira,(pelo menos foi o dia que escrevi), o meu dia começou normal, acordei as 10;30.Como todos os dias. Fui fazer as coisas que a manhã propõe, como comer uma torrada, tomar um café preto e fumar um cigarro. Como alerta para meu dia, minha torrada queimou. Depois, eu não achava meu isqueiro, temos cinco isqueiros na casa. Eu não achava nenhum. Acendi no fogão mesmo. Queimei minha tão estimada franja. Terminando as tarefas da manhã, fui fazer o que tinha de ser feito a tarde. Uma rotina que eu mesma inventei para não me sentir tão vadia, visando o fato de que não estou trabalhando porque estou tendo aulas a noite e preciso estudar. Outro argumento que eu inventei, sendo que passo as tardes tocando violão e não estudo porra nenhuma. Tá certo, eu entro no msn também. Eu confesso. E o fato é que a única pessoa que eu falo mesmo é o garoto que mora comigo. Por sorte. Sempre temos assuntos. Mas eu também, malho a tarde, por conta mesmo, ora que uma garota semi-gorda já que não trabalha algum exercício tem de fazer. Fora as horas que eu perco (se é que é perder), cantando na frente do pc como se estivesse em um palco. Sim, eu me imagino em um.
    Lá pelas quatro da tarde desaba a chuva, hoje, sexta-feira. "Lá pelas quatro", horário este que eu vou me arrumar, eu sei que pego o ônibus só as 17;30, mas me arrumar nunca é uma tarefa fácil. Começo pelo cabelo. Chapinha.  O cabelo é ruim, ninguém sabe por causa dela. No fim, estou irritada com ele porque começa a doer meus braços , a parte de trás no cucuruto na cabeça, onde o cabelo é mais ruim. O pior, eu não enxergo atrás. Depois da tormenta cabeleira, vem a maquilagem. Sim, ninguém me reconhece sem ela. Nem eu mesma. É tudo fajuto, não há cilhos, há um rimel magnifico que modela e dá volume, a sobrancelhas, dia a dia tiro fios, e ainda pinto. Uma desgraça. E a pele lisinha? Bendito seja o blush. Mas a pior parte, a tarefa mais difícil, a roupa. Essa aqui eu fico gorda. Esta aqui aumenta a bunda.Esta diminui a bunda.Essa eu pareço uma senhora. Esta eu pareço uma rockeira. Nem sei quem eu sou no final das contas. Ou quem eu quero parecer. 
    Chega 17:20, tenho que ir para a parada, mas hoje, sexta-feira, eu tinha que ir comprar Nasomil, porque também, só não sou fanha, por causa dele. No meio do trageto, minhas amigas me ligam. Não virão na minha casa a noite. Ficarei sozinha. O garoto trabalha até mais tarde hoje. No caminho de volta da farmácia a parada, vejo o desgraçado do onibus passando. Grito, ele para no meio da estrada. Não era o meu, desculpa. Quando o meu chega, Gama Deça , entro, quase caio porque ele faz a curva antes que as pessoas sentem. Sem nenhuma piedade. A bolsa tranca na roleta. O casaco é de jeans, limita os movimentos do meu braço, eu sento no banco que sobra, é hora das crianças voltando da escola. E elas gritam. E o motor ruge. Eu quero matar o motorista, mas nem é culpa dele.  Eu quero matar as criancinhas também. Esganá-as quem sabe.Tudo, tudo isso, é culpa da tpm. Tem muito mais agonias de onde estas vieram, mas seria maldade com quem lê, demonstrar o quão terrível é este mundo. Na visão da tpm. Não na minha. Os meus dias são todos iguais.Só hoje que eu vi tudo isso. Só hoje.

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CADA UM ENCARA, CONFORME A SUA CARA.