terça-feira, 14 de abril de 2009

"É hoje."


Somos a geração dos jovens impacientes.
Não temos paciência pra televisão, ouvimos música.
Não temos paciência pra era Bossa Nova, ouvimos rock 'n Roll.
Não passamos tardes tomando chimarrão. Passamos tardes bebendo entre amigos, falando, falando, usando drogas que aceleram o coração.

Não flertamos até o beijo. Beijamos até a conquista.

Não conquistamos pra casar, conquistamos pra transar.
Não sabemos se vamos casar, nós jovens impacientes não fazemos planos, pra não os esperar.
Estudamos pra nos entender, nós queremos saber. De nós. Não do futuro. Não dos outros.
Somos a geração dos jovens impacientes porém, cientes de que a vida é hoje.
Dessa vida só se leva a vida que se levou.
Querer garantir um futuro, pra morrer com um velório onde não enterrarão tvs de plasma, não enterrarão o grande apartamento, o carro, nada. Só o corpo. Nem a alma.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

"Alguém me ajuda?"


Semana passada depois de postar este último texto falando dos "exs," eu me perguntei: "-o que eu to fazendo?", e fiquei pensando horas sobre o quanto eu de fato não concordava com o que escrevi. Ora que já senti aquilo e tive aquela visão sobre os meus "exs", mas tudo superado, tanto que falo com todos eles hoje em dia e considero-os, amigos meus. Daí justifiquei a mim mesma o fato de que quando consegue-se escrever sobre sentimento, com certeza é porque ele já passou, porque quando sentimos não conseguimos lidar bem, por tanto, escrevo aquilo que já não sinto mais e que, olhando pra trás é a visão que tenho de quem fui naquela época, de como pensava naquela época. Quando escrevo, já não sou, já não sinto.

Outra coisa, é que derrepente, depois de ter escrito um texto onde foi o mais comentado pelo público gay, " Eu dou a elza e quem não dá" (não aqui no blog, porque as pessoas tem mania de vir me dizer que leram e amaram e mandar pelo orkut comentários ao invés de deixar aqui um comentário, porra) eu parei de escrever coisas momentâneas, como filosofias do "Eu não pertenço a isso aqui" e "O mal do amor" e bláblá, e comecei a contar coisas que sabia que agradariam mais pelo lado engraçado e divertido que o lado culto, do tipo, quem lê, sai pensando em si sobre o que leu. O problema é que se eu queria fama com isso, achando que os gays (mulheres, homens, vanessões), seriam os que mais leriam, e deixando de lado os cultos, me enganei. Não quero ofender ninguém, mas fora os Gays cultos e publicitários que conheço, mais nenhum lê um livro inteiro na vida (a não ser quem sabe a biografia da madonna), e que se este fosse um blog sobre fofocas ou algo falando mal de artistas, ah meu bem, daí sim, ia ter comentários e visitantes pra mais de metro. O que preferem ler aqui afinal?


to errada? me digam! preciso de ajuda! Mas respondam com argumentos, e não com ofensas, e ataquem o assunto, e não a pessoa eim?

terça-feira, 24 de março de 2009

"Os "ex"...meus, teus, deles."


Todo mundo tem ex. O primeiro ex, o segundo ex, o terceiro ex, (se tiver sorte ou se for piriguetchy tem até quarto ex). Todo mundo tem.Têm os estilos Jason, aqueles que você acha que você matou, mas, de repente em uma noite escura e chuvosa cheia de relâmpagos ele aparece entre os flash dos raios pra ti assustar, e você não corre pela porta afora da casa pra fugir, você corre pro quarto. Tem o ex estilo Will Smith, que sempre que ti vê vem ti trovar, afinal, vai que você caia e ele ti coma de novo, ahn? Tem o ex estilo "não conheço", aquele mesmo, que passa e faz que nem conhece você.
Os ex são incógnitas para as mulheres, realmente não tem como entender, tá bom, você sabe que errou, ele também errou, enfim, essas coisas acontecem mas, acabou acabou amigo! Não tem vinculo de família, não é do mesmo sangue que tu é obrigado a respeitar ou gostar, do tipo "respeite que ele é seu pai menina". Nada disso, ta certo que ficam coisas pela casa, mas ok, pode vir buscar. Nada de ficar voltando e aparecendo do nada dizendo que ficou com saudade. Ficou com saudade do que ele sentia e não de você. Vai ver ele sentia saudade de ter alguém pra fazer as coisas pra ele, ele sente falta de sentir-se no comando, e não de quem você é, não caia de novo amiga, não caia. Outra coisa absurda é o tal do ex que faz que não ti conhece, isso mesmo, DORMIU pelado na minha cama, e agora não sabe quem eu sou? Mas eu sei muito bem quem e como você é amigo! Como assim, me viu pelada e não me cumprimenta? Mas que falta de respeito é esse? Ora que dorme com a gente, toma banho com a gente, vê a gente sem maquiagem , vê a gente chorando e depois nos odeia? Isso é perigo, uma ameaça solta na sociedade pela amordedeus! E aquele que ti vê na festinha e percebe que tu tá arrasando e vem dar em cima? "Quer ver como eu ainda ti tenho?" Ainda me tem longe de ti, isso sim. Affe, haja paciência, esse tipo é aquele que não merece o quanto a gente é boa de cama. Esses não merecem.
Enfim, pra quê né gente, a pessoa namora uma pessoa no mundo pra ser uma a menos a se dar bem com ela? Mais uma a odiá-la? Há namoradas que falam mal dos exs, mas amigãm! Realiza uma coisa, tu gostaste daquela pessoa então há coisas nelas que são boas, mas as más talvez por recalques teus tu não suportes! Se o ex é homem, vai falar com você depois de uns anos, claro que não no dia seguinte querendo ser amigo, daí não dá. Mas, o foda mesmo é que só vamos colhendo mais ex na vida da gente e o mundo é cheio deles, mas agora, vem cá, e seu namorado? Nunca foi ex de ninguém? O fato é que não queremos ser inimigas dos nossos "ex" , só queremos que eles tenham noção de que acabou ou quem sabe, que eles fiquem longe de nós, o que é melhor?

terça-feira, 17 de março de 2009

"Não brigada, não quero sexo."

(é longo, mas vc deve perder anos lendo letrinhas no msn, então vamos lá.)

Ele se diz mais calmo e muito menos estressante do que eu. Ele acorda quinze minutos antes de sair, levanta, coloca a primeira roupa que está ali, (que eu lavei), e sem se ver no espelho, sai andando pela rua fumando um cigarro com uma garrafinha de água na mão, não toma café da manhã porque tanto faz se ele tiver com uma fome de leão e comer que nem um boi no almoço, ele não engorda. Eu, acordo uma hora e meia antes de sair, perco meia hora de calcinha na frente do armário com a mão na cabeça, me perguntanto e pensando quando foi a última vez que eu usei esta roupa ali? E aquele sapato? Depois de tudo isso fico meio hora me maquiando, cílhos, blush, sombrancelha...e o cabelo, me tira mais meia hora, até arrumar a bolsa e estar com ela na mão, hora de sair. Saio comendo a torrada e com um copo de plástico com café na mão, porque compro de plástico cansada de deixar xicaras na parada de ônibus. Ainda saio atucanada pensando, se meu cabelo tá legal , preciso colocar o gloss e o ônibus se mexe, e quando olho pra ele aterrorizada ao avistar que vai chuvar e meu cabelo não aguenta, ele me diz 'tah linda meu amor", mas o que? tá linda o caralho, tu não viu que já começou a arrepiar aqui o meu cabelo? Que nada, nem nota.
Ele almoça ali no trabalho mesmo, eu, tenho que sair, e ir até um restaurante natural, comer salada, e UM pedaço de carne, e ainda quer que eu atenda o telefone neste período, ok., "tudo bem meu amor? almoçou direitinho?" sim, de acordo com o que os passarinhos comem eu comi sim. Até de mais. E daí lá vem ele querer ser gentil, "amor, mesmo se tu fosse uma baleia, eu ia ti amar", mas eu não, eu não ti amaria meu bem, pode crer. Passa-se a tarde trabalhando, atendendo telefone, resolvendo problemas que não são meus, começa a chover lá fora, ainda tem faculdade e não sei se meu cabelo aguenta. To com fome, fome de coisa boa ora. Preciso esperar até o café da maquinhinha no corredor da facul. Chega seis e meia, acabo o trabalho. Preciso me arrumar para a van que chega daqui a ´pouco, porém, já estou maquiada e como não dá tempo de tirar toda ela e refazer, só passo por cima, denovo, e o cílios SEEEEEMPRE dão errado, ficam grossos que deixam de ser cilios, e tem que tirar e fazer tudo de novo. Tiro o uniforme, coloco a roupa que eu escolhi demanhã, porém, quem disse que detardizinha eu concordo com a minha escolha feita demanhã? Saio O-d-i-a-d-a com aquela roupa, ainda achando que quando eu entrar na van vão cantar pra mim "gosto muito de ti ver leãozinho", porque com esta umidade ninguém salvameu cabelo. Antes da van chegar não dá tempo de comer nada, fico ansiosa esperando o café aquele, da máquina, lá naquele corredor.
Chegando na facul, encontro meu namorado na cantina, ele lá, rindo, de regata, chinelo e bermuda , (o-k), e eu a mais bela achando que está num desfile. Eu com fome, olho pra ele com cara de quem chama, e ele faz um "vem cá", chegando perto, ele diz "esse é meu amigo fulando de tal, ele..." Ele o que? Melcu, ele vai me dar comida? Vai arrumar meu cabelo? Vai me dar outra roupa pra vestir? Não? Então vamos que dsqui a pouco a máquina de café lota. Chegando na máquina, a mesma não dá troco e eu tenho dois reais, e custa 1,10, eu estou disposta a perder centavos por este café, mas meu namorado achando-se gentil diz, "vamos ali eu troco pra ti", o que? achas que eu tenho tempo? daquia pouco bate eu preciso estar na sala, por favor e, ele vai.Ele troca. E eu já estou louca querendo matar quando ele me pergunta "porque tu tá brava?" porque????? Porque tu levou uma hora com o dinheiro que eu preciso comeeeeer porra. Fome de mulher não se brinca.
Depois em casa, a pessoa toma banho, passa creme, creme nas coxas pra celulite, creme nas pernas pra pele seca, creme nos ombros pra oleosidade, creme na cara pra rugas, creme no cabelo pra ficar liso, creme nas mãos contra todos estes cremes, e se deita na cama querendo um abraço, querido, protegido, daí, abraço o namorado , forte, dou um suspiro de alívio, tenho algumas horas pra dormir, e ele vem querer falar em SEXO? Qualé teu problema? não sabe que todo dia 15 eu fico com tpm? (Tadinho, não ele não lembra)

terça-feira, 10 de março de 2009

"Eu dô a elza, e quem não dá?"



(é longo, mas deixe de ser preguiçoso, a cultura exige esforço)


Eu dou a elza.Não aquelas elzas casuais, de quem fica com o isqueiro de quem e sem querer.Não aquelas elzas de quem não tem dinheiro, mas aquelas elzas de quem sabe o valor do mesmo.Eu dou a elza sim. Ora que eu quero saber o porque de não poder tratar meu cachorro como gente, mas não vou pagar dez reais pra isso, preciso pagar pra informação da boa vida de meu cãozinho?Eu não, (cláro que os meus cães merecem, mas a empresa não), sendo assim, quando vou no mercado, normalmente aqueles da walmart, escolho uma revista pra mim, mas tem que ser interessante, nada de Capricho, Contigo, ou Caras, nada disso, precisa ser útil. Até na verdade fiquei em dúvida entre essa superinteressante sobre cães ou a Sabrina Sato semi nua na capa da vip.Vale o que for útil, não fútil, então, ainda na fila, (naquela comprida das pessoas que tem poucas coisas), olhei a revista esta, e , colquei em baixo do braço.Logo, a revista escolhida precisa estar sem o plástico, se ti pegarem, diz que é tua até a morte. Passo no caixa, com a revista em baixo do braço, pago as coisas que comprei,(normalmente pão, queijo, presunto, e uma bebitchinha, afinal, quem vai desconfiar de uma quase dona de casa), e saio bem feliz até a parada pra ir pra casa.

Às vezes dou o truque do celular, pra roubar tridents, afinal, fizeram agora umas embalagens que vem 18 chicletes que duram anos com o sabor na boca e ajudam no hálito, (ótimo também pra quem costuma vomitar na festinha e continuar nela, dá-lhe trident.), porém, custa 3,98 centavos a tal embalagem nova (que além de prática é um luxo). Eu não vou pagar quase quatro reais, (que daria uma carteira de cigarro box ainda por cima ou uma ceva num bar), por chicletes, que eles melhoram a cada ano e ainda querem cobrar mais. Não é luxo amiga, é necessidade. Este de pegar o chiclé é o mais fácil. Pego, (ainda na fila bendita das poucas coisas e muitas pessoas), e o coloco embaixo do celular que fica na mão, o celular, (v3), tapa o chiclé embaixo, chegando no caixa, comprimento muito educadamente a menina que me atende, e , ao pegar a carteira na bolsa, largo o chiclé na mesma. Fácil.
Tá bom galerê, me sinto meio mal, ainda mais uma menina meiga como eu, mas convenhamos, eu nunca comi aqueles pacotes de mm's de amendoin enorme, porque pagar dez pila é demais, e aquelas batatas springles? Um absurdo. Prefiro me sentir mal de ter dado a elza a me sentir mal gastantdo meu dinheiro suado em coisas absurdamente caras sem necessidade. e tu?
(relatos tirados de uma garota numa mesa de bar, mas deixemos o nome dela pra lá, valeu eim "fulana" hahah)

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

"Ter orkut e namorado."


Ter orkut namorando não é fácil. Entra e vê. Se vai deixar um recado, já dá uma olhadinha e, se lê os recados recebidos, "ah, eu também adorei!". Eu também adorei o que meu deus? Vai lá na pessoa que enviou e lê o que é que foi que os dois se emocionaram. Depois vê que tem pessoas ali no tal "scrapbook" que nunca viu, "ih..quem é aquele bonitão ali?". Cheio de "amigos" dizendo "ois" pretenciosos. Quê? Não são? Ah pára.
Para colaborar ainda tem fotos. Se exibindo. Bonitas. Na festa, loca-loca-dance. Parece solto(a)? Para ser mais útil ao namoro, não precisa nem entrar no album, futricar, o orkut faz questão de mostrar a TODO MUNDO, o que o seu (sua) namorada (o), comentou na foto do fulano (a). "opa, nem sabia que eles se conheciam"...Fora os "testimonial" que o outro recebe e se pergunta "porquê esta pessoa acha o meu namorado (a) tão legal?". Fora os testimonials que ele (a) recebeu e nunca aceitou, quando tá ali. A pessoa no pc, e se passa atrás e vê, já acelera o coração e a curiosidade quase mata de taquicardia.

Pois é, aberto ali o orkut esquecido, e se lê os testimonials que foram escritos por ele? Termina ali o relacionamento, porque se foi escrito em testimonial, é porque é pretensioso, ou sigiloso, ok? E se começar o namoro e o status ali não está nada dizendo "namorando", como assim? O que isso significa? Dá pra manter o orkut namorando, porém, não olhe o dele (a), deixa assim vai...

sábado, 7 de fevereiro de 2009

"Eu quero ser perfeito."


Para aprender era preciso errar. E não bastava o erro de não saber o que fazer, me importava errar aceitando toda a dor previsível, inevitável de manter-se sendo quem não se pode ser.

Às vezes não bastava-me ter cicatrizes, era preciso cortá-las para sentir sangue novo jorrar de feridas antigas , tentando apenas lembrar quem me sou. Perceber que a perfeição é inalcançável às vezes requeria julgarmos que a tínhamos alcançado.

Aceitar e amar a companhia de um estranho necessitava o esquecimento de todas as horas de ideação que havíamos travado a respeito de como seria viver com alguém, tempos em que tínhamos tempo e solidão de chega para pensar em uma coisa dessas, invés de vivê-las.

Aprender, definitivamente requeria mesmo muitos erros e esquecimentos. Mas o aprendizado de fato acontecia quando o acerto pisava em nosso pé e mostrava-se balançando os braços a nossa frente e finalmente conseguíamos lembrar que a perfeição nada mais é que sentir-se bem sem julgar-se perfeito.
E. W.

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CADA UM ENCARA, CONFORME A SUA CARA.